O seu nome do meio (Melville) e a alcunha “Moby” foram-lhe dados pelos seus pais devido ao parentesco com o autor de “Moby Dick”, Herman Melville. É o autor de temas como: “Why Does My Heart Feel So Bad“, “Natural Blues“, “Porcelain“e “Lift Me Up“.
É vegan (há 20 anos) e defensor dos direitos dos animais: “Seria capaz de olhar nos olhos de um animal e dizer-lhe: ‘O meu apetite é mais importante do que o teu sofrimento?’”-propõe-nos Moby.
Em 1996, lançou o álbum ”Animal Rights” (Direitos dos Animais). E, em 1999, no livrete do seu álbum “Play” publicou uma chamada de atenção para o bem-estar dos animais em todo o planeta. Como milhões de cópias foram vendidas, talvez tenha sido a mensagem sobre veganismo mais lida de sempre:

“Muitas vezes me perguntam porque sou vegan (um vegan é alguém que não come, veste, ou utiliza produtos de origem animal). Antes de fazer a lista das razões pelas quais escolhi ser vegan deixem-me dizer que não julgo as pessoas que optam por comer carne. (…) Mas de qualquer forma, aqui vão os motivos porque sou vegan:

1) Adoro animais, e penso que uma dieta vegan causa menos sofrimento do que uma dieta à base de produtos de origem animal.

2) Os animais são criaturas sensíveis com as suas próprias vontades e parece-me errado forçar a nossa vontade sobre outra criatura só porque somos capazes disso.
3) Uma grande parte das evidências médicas aponta para o facto de uma dieta à base de produtos de origem animal ser terrível para nós. Tem-se comprovado que dietas à base de produtos de origem animal causam e agravam cancros, doenças cardiovasculares, obesidade, impotência, diabetes, etc.
4) Uma dieta vegan é significativamente mais eficiente do que uma dieta baseada em produtos de origem animal. Com isto quero dizer que é possível alimentar muitas mais pessoas com grãos directamente do que dar esses grãos a uma vaca e depois matá-la. Num mundo onde há pessoas a passar fome parece desumano engordar vacas com grãos que poderiam estar a manter pessoas vivas.
5) O aumento da criação de gado é ambientalmente desastroso. Todos os resíduos provenientes dos animais são expelidos no nosso abastecimento de água, envenenando a água potável e contaminando lagos, rios e oceanos.
6) Um prato vegan é bonito de ser visto. Compare um prato de grãos e frutas e produtos hortícolas com um prato com intestinos de porcos, patas de galinha, e músculos de vaca cortados.
Foi por isto que me tornei vegan. Se, por algum motivo, decidir tornar-se vegetariano ou vegan, faça-o cuidadosamente. A maioria das dietas convencionais são tão à base de carne e de produtos animais que, quando a deixamos de comer, não sabemos o que usar para a substituir. Embora uma dieta vegetariana ou vegan seja um milhão de vezes mais saudável do que uma dieta carnívora, a transição deve ser feita sabiamente. A maioria das lojas de alimentação saudável e das livrarias têm bons livros que podem ajudá-lo a fazer a transição de uma dieta à base de produtos de origem animal para uma dieta vegetariana ou vegan. “

Em 2002, abriu Teany, uma aconchegante casa de chá vegetariana e biológica em Manhattan, que rapidamente se tornou popular. Em 2005, Moby escreveu o livro “The Teany Book” com receitas vegetarianas e histórias suas (por exemplo a receita de um bolo de chocolate, obviamente sem ovos nem leite). No qual acrescenta uma pequena alusão sobre o sofrimento dos animais e a devastação do ambiente causada pela produção de carne.
O principal argumento ambiental para não se comer carne, para mim, é a desflorestação“, diz ele. “A principal causa de desflorestação em países do terceiro mundo é a criação de pastagens para gado.”

Uma das características da nossa cultura é que estamos tão longe dos meios de produção de tudo o que preenche as nossas vidas,”-disse Moby, “que as pessoas embora saibam que a carne que consomem é produzida de uma forma bárbara e antiética, nunca viram tudo isso ao vivo. O meu desafio para qualquer um que coma carne é: se é tão devoto do seu regime alimentar por que não vai a um matadouro ver o que está a comer?

Em 2008 participou num álbum chamado “Canções para o Tibete”, a fim de apoiar o Tibete e o actual Dalai Lama. O vídeo da música “Disco Lies“(2008) tem uma mensagem contra a produção industrial de carne para cadeias de restaurantes fast-food.

“Antes de me tornar vegan”- diz, “se alguém viesse ter comigo a refilar e me dissesse que o meu estilo de vida estava errado, eu teria ficado na defensiva. Mas se viesse bem-humorado, compreensivo, e me fizesse pensar sobre a forma como eu vivia e sobre o que comia, e se me desse informação para eu pensar por mim próprio, eu teria tido uma resposta muito mais positiva.”
Referências: Wikipedia, Blitz, European Vegetarian Union, SFGate

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Última atualização: 7 Junho 2021

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