O apetite das pessoas por peixe está a ultrapassar os limites ecológicos dos oceanos, com impactos devastadores para os ecossistemas marítimos.
Os cientistas têm avisado que a sobrepesca cria alterações profundas nos oceanos, modificando-os, por vezes, para sempre.
A realidade da pesca moderna é dominada por embarcações de pesca que excedem largamente a capacidade da natureza em repor o peixe. Os navios gigantes, que usam sonares de ponta na busca de peixe, podem localizar cardumes com precisão, de uma forma rápida e exacta.
Há navios de arrasto com redes com uma abertura até cerca de 23 000 m2, o equivalente a 4 campos de futebol e suficientemente grandes para levarem 3 aviões ‘Jumbo’ – o que corresponde a mais de 500 toneladas de peixe.
As populações de predadores de topo estão a desaparecer a um ritmo assustador, e 90% dos peixes de grande dimensão, como o atum, o peixe-espada, o espadarte, o bacalhau, a raia e a solha – foram dizimados desde que a pesca industrial de grande escala se iniciou nos anos 50. O desaparecimento dessas espécies de predadores de topo irá provocar alterações profundas nos ecossistemas dos oceanos interiores. Alguns cientistas alertam para o colapso de todos os tipos de espécies de peixe em menos de 50 anos.
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Ilustração © Michelle Kondrich
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Em 2008 foram capturadas 61 000 toneladas de atum-rabilho – um número 6 vezes superior ao limite inicialmente recomendado pelos cientistas.
Os políticos têm ignorado os avisos dos cientistas sobre o modo como os recursos piscícolas continuam a ser geridos e a necessidade de a pesca das espécies ameaçadas ser feita de modo sustentável.


Olá Mab…
Essa agora… Nós HUMANOS somos alguma vez culpados de alguma coisa?!?
Vê lá esta!
"Todos os anos há uma espécie de parasita que faz desaparecer a sardinha do mercado e, consequentemente, faz despoletar o seu preço de venda ao público." fonte
Minha resposta!
parasita=Homo sapiens (mas isto é apenas a minha opinião… Os cientistas é que sabem!)
Os peixes-canibais não respiram por guelras…